Games

Duke Nukem 3D

No dia 20 de janeiro de 1996, 3 jovens garotas da cidade de Varginha relataram ter visto uma horripilante criatura quando retornavam para casa. A suposta aparição causou repercussão nacional, ficando conhecida como “O E.T de Varginha”. 9 dias depois, alienígenas invadiram a Terra com o objetivo de destruir a humanidade, usando a força vital das mulheres para se reproduzirem e transformando policiais em porcos. A salvação da Terra? Duke Nukem, que retornava para a Terra em sua nave.

Bem, se o primeiro acontecimento ainda gera polêmicas quanto a sua veracidade, o segundo com certeza só ocorreu nos computadores da molecada, pois esse é o enredo do game Duke Nukem 3D, lançado em 29 de janeiro de 1996 pela 3D Realms. O título se tornou um dos mais marcantes jogos de tiro em primeira pessoa (FPS), categoria conhecida na época como “jogo estilo Doom”, em referência ao icônico jogo da Id Software.

A relação com Doom não é eventual, pois Duke Nukem 2, antecessor de Duke Nukem 3D, fora lançado apenas uma semana antes do FPS da Id Software, em 1994. Ainda no estilo side scroller, o segundo jogo da série foi ofuscado pelos gráficos em 3 dimensões de seu concorrente.

Duke Nukem 2, de 1994
Imagem: https://www.playdosgames.com/online/duke-nukem-2/

Com início ainda em 1994, o desenvolvimento de Duke Nukem 3D contou com uma equipe de 15 desenvolvedores, nenhum deles com experiência em jogos em 3D. Usando Doom como principal fonte de inspiração, eles tentaram ir além do concorrente em vários aspectos, colocando cenários maiores para explorar, habilidade de saltar e agachar, usar Jet Pack e abusando da interatividade com o cenário. Duke acendia lâmpadas, acionava a descarga, aparecia no espelho! Pode ser banal para os dias de hoje, mas na época isso era incrível! A interação com o cenário colocava a imersão do jogo em outro nível.

Damm, I’m looking good

Os gráficos, sons e gameplay também não ficavam para trás. Era divertido invadir cinemas, prisões e casas noturnas de Los Angeles atirando nos inimigos. Se a munição acabasse, uma possibilidade era simplesmente enfrentar os aliens no chute. Os cenários também escondiam áreas secretas com armas e outros objetos interessantes.

Outro grande diferencial do game era a personalidade de Duke. Curiosamente, até pouco tempo antes do lançamento o personagem era silencioso, como a maioria dos jogos da época. George Broussard, cofundador da 3D Realms, conta que estava na frente de sua casa uma noite com Jim Dose, desenvolvedor de Rise of The Triad, conversando sobre Full Throttle, jogo lançado em 1995. Broussard comentou que Ben, protagonista de Full Throttle, tinha exatamente a voz que ele imaginava que Duke teria. Nessa hora uma luzinha se acendeu em sua cabeça, e ele se convenceu de que deveria procurar uma voz para o seu personagem¹. Com isso veio também a personalidade de Duke: fortão de voz grossa, falastrão e machão. Some isso a mulheres pixeladas de biquini e o resultado não poderia ser outro: sucesso com a gurizada dos anos 90.

Duke Nukem 3D custou U$305 mil para ser desenvolvido, faturando 7 vezes isso apenas em seu primeiro dia de venda. No total, vendeu cerca de 3,5 milhões de unidades no mundo.

Onde Jogar

Duke Nukem 3D: 20th Anniversary World Tour, edição remasterizada do game, foi lançada em 2016 e está disponível para PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch

Referências

¹ https://www.pcgamesn.com/duke-nukem-3d/the-making-of-duke-nukem-3d

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *